quarta-feira, 25 de novembro de 2015


CACIMBÃO

Mote

O cacimbão é o remédio
Quando a seca aparece

Glosa

Se Deus não manda a chuva,
O povo se aperreia,
Nisso a coisa fica feia
O solo não dar mais uva
Aparece a saúva,
O solo logo endurece
A jaçanã emudece
O povo fica no tédio,
O cacimbão é o remédio
Quando a seca aparece.

Natal (RN), 20 de novembro de 2015.
Dedé de Dedeca.


CABAÇO DE COLE.

Mote
Este inocente cabaço
Tinha muita serventia.

Glosa
Água nele se botava,
Açúcar, mel e farinha,
Era mesmo uma jarrinha,
Para roça se levava,
Ele em tudo se usava,
Para tudo ele servia,
Às, vezes alguém dizia
Parece que é de aço,
Este inocente cabaço
Tinha muita serventia.

Natal (RN), 25 de novembro de 2015.

Dedé de Dedeca.
ASSADEIRA DE CASTANHAS

Esta, muita gente usou,
E às vezes se queimava,
Era quente pra valer,
Quando a castanha assava,
O bom era aproveitar,
O fruto quando torrava.

Umas torravam demais,
Se a gente se descuidava
Não dava nem pra quebrar
E a gente se aperreava,
Aquelas não se vendiam
Já que ninguém as “comprava”.



Natal (RN), 23 de Novembro de 2015.

Dedé de Dedeca.