terça-feira, 25 de julho de 2017

FOTOS DE PAU DOS FERROS




RECANTOVIEIRENSE: LEMBRANÇAS

RECANTOVIEIRENSE: LEMBRANÇAS: LEMBRANÇAS  Lá perto do Patronato, Toinho deve lembrar Tinha uma cuia bem grande Para um cego se banhar Não se por qual vaidade...

LEMBRANÇAS

LEMBRANÇAS 

Lá perto do Patronato,
Toinho deve lembrar
Tinha uma cuia bem grande
Para um cego se banhar
Não se por qual vaidade, 
Meu mano tinha vontade
Daquela cuia quebrar.

Mas, um dia, ele quebrou,
Sabe o que aconteceu?
O cego foi lá em casa
Toinho se defendeu
Jogou a culpa em mim
Se fazendo de Bomfim
E quem apanhou fui eu.

Natal (RN), Natal (RN), 15 de maio de 2017.

Dedé de Dedeca.
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Resposta de Toinho.

Eu não sei nada da cuia
Não me culpe por favor
E se ela existiu 
foi você que a quebrou.
Porisso ao chegar em  casa
Boas Lapadas levou.

Toinho Paiva (Toinho de Dedeca).
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No grupo Joaquim Correia 
Sabe o que aconteceu?
Eu botei leite nos potes
A água endureceu.

Foram contar a papai 
O que tinha acontecido
Mais não souberam dizer
O autor do ocorrido

Eu disse ser inocente 
E ele acreditou, 
porém da sua desculpa 
eu acho que não gostou 
E foi o seu espinhaço 
quem esse pato pagou.

Toinho Paiva (Toinho de Dedeca).
+++++++++++++++++++++++
Sei, meu irmão, foi assim
Tudo que "assussedeu"
Chico Lira delatou
Pensando ter sido eu
Apesar de eu tentar
De implorar e negar
O espinhaço padeceu.

Dedé de Dedeca.

Enviado do meu iPhone

GLOSAS

Num pequeno ranchinho a beira chão
uma cena bem simples porem bela
tem a porta mais não tem mais janela
inda restam as cinzas no fogão
no terreiro de trás tem um pilão
desprezada  num canto uma  panela
na parede um chocalho, uma fivela
no telhado uma foice enferrujada
toda casa que fica abandonada
guarda um pouco de quem já morou nela.

                ( Ellyas Poeta )
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MOTE

Toda casa que fica abandonada
Guarda um pouco de quem já morou nela.
  
GLOSA

Numa casa, a parede sem pintura
Uma cangalha jogada pelo chão 
Num pedaço de cerca, um mourão
E na janela um resto de moldura.
Formigas em cima da rapadura,
Um forcado escorado na pinguela
Bem na frente um pé de seriguela
Na entrada uma foice desmontada
Toda casa que fica abandonada,
Guarda um pouco de quem já morou nela.

Natal (RN), 15 de julho de 2017.

DEDÉ DE DEDECA.

Nota.
Mote de Ellyas Poeta, as estrofes são minhas.

QUEM SOU EU E UMA POESIA DE CLÓVIS CARDOSO

Quem sou eu.

Eu Nasci em Marcelino Vieira,
Cidade encravada no meu nordeste,
E, me considero um cabra da peste,
Que faz poesia sem qualquer canseira.
Faço poema, até por brincadeira, 
Não tenho na família cantador,
Entretanto, tem muito glosador
Tenho Avô,  tio, sobrinho e irmão,
Que alegram as noites do sertão 
Com poesias, serestas e muito amor.
2
Sou José Lindomar de Paiva Neto
Dedeca era apelido de meu Pai,
Que pediu-me, meu filho enraizai
Esse apelido,  bonito e correto,
E, assim, o adotei e o fiz certo
E até hoje eu seguro essa peteca
Assinando de modo bem sapeca,
Sem ficar nem um pouco amuado 
E o nome que gosto de ser chamado
E assino como DEDÉ DE DEDECA.

Natal (RN), 18 de julho de 2017.

DEDÉ DE DEDECA.

Fiz para me apresentar ao Grupo "NORDESTE E POESIA", no qual fui aceito hoje.
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Nos contou Dr. Pedro Cardoso (Doquinha, falecido), que seu irmão, Clóvis Cardoso, também falecido e, a quem chamava de Tio Clóvis, estava este na balaustrada perto do 
Hospital Miguel Couto observando a beleza do oceano quando começou a chover em toda orla, quando ele disse eu vi o mar tomando banho, incontinente fez o mote: 

Mote
Em cima do mar chovia,
Vi o mar tomando banho.

Glosa: 

De vez em quando eu ouvia 
O trovão estremecendo
E o tempo escurecendo, 
Em cima do mar chovia. 
Com o olhar não se media 
A chuva tal o tamanho, 
Isto não me é estranho, 
Mas é de rara beleza,
É obra da Natureza,
Vi o mar tomando banho. 

Clóvis Cardoso.





Enviado do meu iPhone

sexta-feira, 28 de abril de 2017

                                  
                                                  ⁠⁠⁠Mote

                                                  Se você não queria se casar,
                                                  Pra que fez eu vender meu bacurim.

                                                  Comprei alianças de missanga,
                                                  Encomendei ceroula e sapato
                                                  Mandei que mamãe engordasse um pato
                                                  E pro jumento comprei uma canga,
                                                  Mandei que podassem o pé de manga,
                                                  Pra lá debaixo nós fazer carim
                                                  Deitados numa colcha de cetim,
                                                  Você chega querendo acabar
                                                  Se você não queria se casar,
                                                  Pra que fez eu vender meu bacurim.

                                                  Natal (RN), 27 de setembro de 2017.

                                                  Dedé de Dedeca.
⁠⁠⁠Mote

Se você não queria se casar,
Pra que fez eu vender meu bacurim.

Fiz casa de taipa, pintei de branco,
Comprei panela  e fiz os "tamborete"
Arrumei tudo com muito macete
E comprei um colchão de linho banco.
Aos pés da cama coloquei tamanco
Ajeitei tudo com muito carim
Você estava prometida a mim
Mas no dia você fugiu do altar
Se você não queria se casar,
Pra que fez eu vender meu bacurim.

Natal (RN), 27 de abril de 2017.

Dedé de Dedeca.

Achei esse Mote de Jô Patriota, no facebook de Marcondes Tavares Poesias, a glosa é minha.