sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

NOTA DE REPÚDIO AO PROFESSOR DHIEGO FERNANDES

Esse professor é um analfabeto de marca maior, senão, Vejamos:

"... infelizmente sou obrigado a vim nesse cabaré...".
Ora, deveria ter usado vir, ao invés de vim e, deveria, igualmente, escrever: a esse cabaré, ao invés de nesse. Isso indica que esse professor não tem a menor condição de ensinar porra nenhuma, pois quem vai "nessa cabaré", vai montado, assim, ele vai montado no cabaré, não vai ao cabaré. Volte a frequenter os bancos da escola, pois você (aqui não cabe o Senhor, pois você não merece respeito) ainda não estava preparado para sair da escola primária.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

.NOSSO DINHEIRO MERGULHA NO CARIBE

Nosso dinheiro mergulha no Caribe - JORNAL CORREIOS DO BRASIL


Em Cuba, a presidente Dilma Rousseff acaba de inaugurar o porto de Mariel, a 70km de Havana
Em Cuba, a presidente Dilma Rousseff acaba de inaugurar o porto de Mariel, a 70km de Havana
Hoje é o Dia do Cooperativismo em Cuba, toda terça o é. Foi uma maneira de os Castro iniciarem a abertura para a esperada transição – a volta ao capitalismo, após a utopia socialista de um feito histórico contra o imperialismo. Mas a ideologia ficou lá atrás, os irmãos Castro enriqueceram e o povo não, e naturalmente entenderam a pressão popular por melhores condições de vida, a despeito da idolatria ao mito vivo. E gradativamente os donos da ilha vão cedendo ao modelo que rege o mundo, enquanto contam com as colaborações de presidentes amigos (e generosos), com dinheiro alheio.
Um destes amigos é o governo brasileiro. Em Cuba, a presidente Dilma Rousseff acaba de inaugurar o porto de Mariel, a 70km de Havana, construído pela Odebrecht com financiamento de US$ 682 milhões do nosso BNDES. Ou seja, o dinheiro do povo brasileiro nada de braçadas no Caribe, enquanto os portos brasileiros afundam na própria infraestrutura ruim, propala a oposição. Já governistas apontam que o porto poderá ser entreposto de produtos brasileiros para os EUA e México, com a aguardada abertura comercial e o fim do embargo americano.
Um amigo da Coluna voltou este mês de Cuba, esteve com oposicionistas e governistas. Diz que a abertura é questão de tempo – talvez após a morte de Fidel, não o fazem ainda por respeito. O irmão, o presidente Raúl Castro, é incentivador convicto. Promove paliativos econômicos para os cubanos – como autorização para comprar táxis, carros usados e novos. E às terças, os trabalhadores podem comprar a produção para revender por 50% do valor. Os produtores rurais (campesinos) podem levar uma parte da produção para venda no comércio local ou em feiras.
O curioso em Cuba é notar que a idolatria a Fidel se transfigurou também no falecido Hugo Chávez, considerado por eles ‘o nosso melhor amigo’. Cartazes e outdoors com fotos do bolivariano se espalham pela capital, exaltando o apoio petrolífero à ilha caribenha. Chávez doava milhões de barris de petróleo por ano a Cuba.
Com o presente brasileiro para Cuba no porto de Mariel, uma decisão do então presidente Lula, não é exagero dizer que o petista quer entrar para o hall da fama – ou dos outdoors – nas ruas do regime aliado. A situação é essa: nosso dinheiro mergulha bonito no lindo mar do Caribe, e o brasileiro se vira aqui – a alto preço – com a sua caixa d’água. Quando não falta água.
A Dilma de Davos
Marcos Troyjo é economista, cientista social, diplomata e colunista da Folha. Um dos dos maiores especialistas em BRIC e economia mundial, passou pela ONU e há dois anos fundou e dirige o BRICLab na Columbia University. Fez uma análise para a Coluna sobre a participação da presidente Dilma em Davos, no Fórum Econômico Mundial (veja íntegra no site da Coluna). Eis uma síntese: 
“Dilma não parece ter gosto ou mesmo vocação para liderar reformas. Seu presidencialismo de coalizão está mais a serviço do projeto de sua perpetuação no Planalto do que orientado à modernização institucional do país. Assim, o Brasil de Dilma utilizou Davos essencialmente para apresentar relatório de realizações, vocalizar compromisso com alguma ortodoxia macroeconômica, elencar fronteiras móveis de consumo e sublinhar a continuação do programa de concessões”.
Deus nos salve!
Foi manchete do Diário do Povo do Piauí ontem: o presidente da Associação dos Delegados da PF, Marcos Leôncio, em entrevista exclusiva, revelou que há 100 mil inquéritos contra atos de corrupção abertos atualmente no País. E que há investigações em andamento na maioria dos Estados.
Ponto Final
Falta papel higiênico em Cuba e na Venezuela, mas devem sobrar rolos para limpar as lambanças nos toillets presidenciais dos Palácios.

AS MUITAS FACES DO CONTROLE E DA CORRUPÇÃO NO BRASIL.

Luciano Ramos: As muitas faces do controle e da corrupção no Brasil - Le Monde Diplomatique Brasil

Combater a corrupção e contê-la em patamares civilizados, infelizmente, não é um dos pontos de destaque internacional do Brasil, sobretudo se colocarmos nessa equação o peso de nossa economia no mundo e os voos pretendidos por nossa sociedade, com anseios de erradicação da pobreza – objetivo constitucional, inclusive –, além de liderança regional e até mesmo assento no Conselho de Segurança da ONU. Definitivamente, essa mazela interna – barreira a muitas aspirações brasileiras – ainda não encontrou em nossas terras um sistema eficaz de combate, ocasionando a relativamente difundida percepção de estarmos perdendo essa guerra crucial.
A esse sentimento coletivo, somem-se os números da Transparência Internacional, cujo ranking (2013) de percepção da corrupção no mundo situa o Brasil na 72a posição – queda de três posições em comparação com o ranking anterior –, além de atribuir-lhe pontuação inferior a 50% do total – demonstrativo de nossa reprovação e estagnação nessa matéria, consoante entrevista à BBC Brasil1 concedida por Alejandro Salas, diretor regional para as Américas da Transparência Internacional.
À evidência, essa ineficiência tem variadas causas, passando por aspectos históricos, culturais e sociológicos, mas sobretudo com profundas raízes na maneira como foi concebido o sistema de controle no país, reflexo de uma cambaleante evolução de determinadas instituições centrais nesse combate, ainda hoje muito longe do modelo ideal.
Como concepção teórica, a luta contra a corrupção no país deveria ser travada destacadamente em dois campos preparados para esse dever: de um lado, o Poder Judiciário, com atuação premente nesse âmbito dos diversos ramos do Ministério Público brasileiro; do outro, o Sistema de Controle Externo, cuja função de análise cotidiana dos gastos públicos deveria ser partilhada entre três instituições − Poder Legislativo, Tribunal de Contas da União (TCU) e Ministério Público de Contas.
Ocorre que, nos últimos dez anos, embora não tenhamos avançado como gostaríamos no combate à corrupção, aperfeiçoamos um dos pilares dessa batalha, notadamente com a reforma do Poder Judiciário realizada em 2004 – Emenda Constitucional n. 45 –, na esteira de uma CPI do Congresso Nacional que devassou as entranhas daquele Poder.
Entre os inúmeros avanços da reforma do Poder Judiciário de 2004, tem-se a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), cujas atuações deram origem ao efetivo enfrentamento de problemas gravíssimos como o nepotismo no Poder Público e a morosidade no julgamento de ações de improbidade administrativa – frutos da atuação do CNJ –, bem como a disciplina e intensificação das investigações dos diversos ramos do Ministério Público nos casos de crimes contra a administração pública e improbidade administrativa, preocupação diuturna do CNMP.
A rigor, uma reforma estrutural como essa produz resultados gradativamente, e estes já começam a ser sentidos, inclusive no que concerne à transparência e à clareza dos critérios de ascensão aos cargos de desembargador e ministros dos tribunais superiores. Portanto, a perspectiva é de avanço nesse plano do combate à corrupção, reforçada pelo julgamento do mensalão.
No entanto, se houve aperfeiçoamento em um dos campos da batalha contra a corrupção, o mesmo não ocorreu na medida necessária quanto ao Sistema de Controle Externo, estagnado no modelo concebido em 1988. E assim se manteve incólume, conquanto tenha constantemente questionada sua eficácia no desempenho dessa função primordial, sobretudo na última década, como demonstra estudo feito pelo próprio TCU, ao verificar em 2007 que apenas 1% das multas decorrentes de desvios de recursos públicos efetivamente retornou aos cofres públicos – apuração pertinente ao período de 2000 a abril de 2007.2
Na mesma linha, outro estudo constatou que entre 2002 e 2011, só na saúde pública, foram desviados R$ 2,3 bilhões, sem que o controle externo tenha conseguido antecipar-se a esses achaques aos cofres públicos, além de recuperar muito pouco do montante conhecido do desvio, que por sua vez é apenas uma fração do efetivamente desviado – conforme Tomadas de Contas Especiais encaminhadas ao TCU no período em referência.3
A aferição desses e outros dados ocasionaram algumas movimentações internas do controle externo, sobretudo no plano federal. No entanto, essas modificações tiveram os efeitos limitados que uma readaptação de um modelo saturado pode alcançar, muito longe de uma reforma estruturante como a do Poder Judiciário.
Ademais, se esse quadro insatisfatório é realidade no TCU, utilizado como parâmetro de qualidade para todos os demais tribunais de contas do país, não é difícil perceber quão longe do ideal está o controle externo nos estados, que além de compartilhar os problemas citados, com o agravante de nem sequer ter dados precisos e acessíveis de sua atuação na análise das contas públicas estaduais e municipais, ainda convive com diversos processos criminais e de improbidade administrativa contra conselheiros dessas cortes de contas, atingindo a espantosa cifra de 15% de seus membros implicados em processos e investigações dessa natureza.4
Em parte, esses números são explicados pelo pretenso equilíbrio que a Constituição estabeleceu em 1988 entre a política e a técnica na composição dos quadros dos tribunais de contas, com nítida preponderância do fator político. De fato, nas cortes estaduais, cinco dos sete julgadores advêm de escolhas estritamente políticas.5
Isso em um sistema que já consagra substancial peso aos parlamentos no julgamento das contas, destacadamente assembleias legislativas e câmaras de vereadores, com sua típica e salutar função de analisar os pareceres prévios emitidos pelos tribunais sobre as contas anuais de governo.
A rigor, é salutar que a política componha esse tipo de julgamento, mas isso converte-se em demasia quando o componente técnico fica diluído em todos os demais julgamentos a cargo dos tribunais de contas estaduais, em face de sua composição dar ampla preferência a quadros com um perfil específico, geralmente ex-deputados, ex-prefeitos ou antigos ocupantes de cargos políticos em geral.
Outrossim, a preponderância da técnica também é sufocada nas diversas cortes de contas em face do entendimento de que o Ministério Público de Contas, com seus membros especificamente selecionados em concurso público para atuar no controle das contas públicas, não possui autonomia financeira e administrativa, mitigando seu caráter institucional e a vocação precípua de controle da legalidade a cargo de todo membro doparquet.
Nesse caso, o artigo 130 da Constituição Federal garantiu expressamente as prerrogativas individuais de todos os membros do Ministério Público brasileiro para os componentes do Ministério Público de Contas, mas interpretações judiciais6 ocorridas na década de 1990 tiraram muito do peso concreto dessa dicção, mais uma vez em detrimento da técnica no controle externo.
Somado a isso, tem-se o fato de que, ao contrário dos demais magistrados que possuem as prerrogativas e sujeições previstas na Lei de Organização da Magistratura Nacional (Loman), os conselheiros dos tribunais de contas não respondem administrativa e disciplinarmente a um conselho imparcial como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que potencializa as prerrogativas e mitiga as sujeições previstas nos artigos 73 e 75 da Constituição Federal.
Da mesma maneira, não se tem uma mínima uniformidade dos procedimentos de combate à corrupção, por meio dos julgamentos das contas, inclusive com orientações díspares em normas balizadoras do controle externo, como é o caso da Lei de Responsabilidade Fiscal7(Lei Complementar n. 101/2000) e Lei de Licitações e Contratos Administrativos8 (Lei n. 8.666/1993).
Nesse ponto, cabe a reflexão: com esses dados negativos e a percepção da saturação do modelo atual, o controle externo a cargo dos tribunais de contas será capaz de contribuir substancialmente para a superação da estagnação detectada do combate à corrupção?
Premidos por essa interrogação e por aquilo que seus olhos veem no dia a dia do controle das contas públicas realizado em nosso país, os membros do Ministério Público de Contas observaram que é chegada a hora de reformar os tribunais de contas.
Assim, diversos debates foram travados no âmbito da Associação Nacional do Ministério Público de Contas (Ampcon) e do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Contas (CNPGC), os quais serviram de norte para a Proposta de Emenda Constitucional n. 329/2013, de autoria do deputado federal Francisco Praciano (PT-AM).
No cerne da PEC n. 329/2013 está o entendimento sobre os entraves que o modelo atual do controle externo enfrenta, sob a ótica de diversos especialistas, entre eles muitos membros do Ministério Público de Contas, e que por isso mesmo foi abraçada por vários parlamentares, conscientes de que a sociedade brasileira quer ver avanços no combate à corrupção, tal qual demonstrado nas manifestações de rua ocorridas em 2013.
Obviamente, no bojo da PEC n. 329/2013 reequilibra-se o peso entre a técnica e a política no julgamento das cortes de contas, de maneira a tornar mais eficaz o combate à corrupção e mitigar influências indesejadas que favoreçam a impunidade, trazendo para sua composição representações dos órgãos de classe relativos às ciências sobre as quais os conselheiros dos tribunais de contas deverão ter notórios conhecimentos, como é o caso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), conselhos regionais de contabilidade (CRC), conselhos regionais de administração (CRA) e conselhos regionais de economia (Corecon).
Ao lado disso, na esteira dos avanços da reforma do Poder Judiciário, a PEC n. 329/2013 estabelece que os ministros e conselheiros dos diversos tribunais de contas serão submetidos ao controle disciplinar do CNJ, legítimo cultor das imposições oriundas da Loman.
Com congruência, a referida proposta chancela decisão do CNMP reconhecedora da vinculação do Ministério Público de Contas ao Conselho Nacional do Ministério Público,9com a incorporação expressa de seu conteúdo no texto do artigo 130-A, implicitamente presente no texto atual.
Avança igualmente quanto à previsão de lei complementar nacional para uniformizar os procedimentos das diversas cortes de contas e torná-los mais eficazes, inclusive atribuindo ao TCU a competência para velar pela aplicação da Constituição Federal no âmbito das diversas cortes de contas.
Enfim, diante da perspectiva de que o controle externo tem muito a contribuir com um aprofundamento mais substancial no combate à corrupção, desde que devidamente calibrado e reformado para tanto, tem-se como imperioso superar o modelo até então vigente em nossas cortes de contas para que não mais se concretizem a estagnação e o declínio detectados no ranking da Transparência Internacional.
E acima de tudo, que essa face do controle contribua para construir uma sociedade com oportunidades iguais para todos, sem favorecimentos de qualquer ordem, como pretende nossa Constituição desde sempre. 
Luciano Ramos
Presidente do Conselho Nacional de Procuradores-Gerais de Contas

Ilustração: Alves

1 Reportagem publicada em 3 de dezembro de 2013, cuja íntegra consta do link: <www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131202_transparencia_internacional_indice_corrupcao_lgb.shtml>.
2 Nos anos subsequentes, houve uma gradual melhora nos índices de recuperação das multas impostas pelo TCU decorrentes de irregularidades na gestão dos recursos públicos, passando de 2,1% em 2008 até o patamar de 25,08% em 2011, conforme se verifica no link:.
3 Reportagem publicada em 14 de setembro de 2011, cuja íntegra consta do link: <http://oglobo.globo.com/politica/de-2002-2011-desvios-de-dinheiro-publico-no-setor-somaram-23-bilhoes-2699224>.
5 A Constituição Federal − art. 73, §2º, c/c art. 75 − determina que quatro dos Conselheiros dos Tribunais de Contas estaduais serão escolhidos pela Assembleia Legislativa de cada estado, enquanto a escolha dos outros três ficará a cargo do governador do estado. Dessas três escolhas do Poder Executivo, somente duas estão vinculadas a cargos técnicos, acessíveis por concurso público – auditores de contas e membros do Ministério Público de Contas −, sendo a outra vaga de livre escolha do chefe do Poder Executivo estadual. Portanto, todas as vagas têm peso político em sua definição, mas as quatro a cargo da Assembleia Legislativa e a livre escolha feita pelo Governador são estritamente políticas, normalmente agraciando ex-políticos, o que perfaz o total de cinco sétimos traçados no texto. 
6 Notadamente, ADI n. 789-1/DF, STF, julgada em 26 de maio de 1994.
7 Invariavelmente a Secretaria do Tesouro Nacional e os tribunais de contas estaduais discordam quanto à interpretação de normas da Lei de Responsabilidade Fiscal, ensejando inclusive a publicação de dois Relatórios de Gestão Fiscal originários das mesmas contas, mas que demonstram situações fiscais diversas a depender da interpretação do órgão a que cada um desses relatórios se remete, como é o caso do estado do Rio Grande do Norte, entre outros.
8 Orientações discrepantes entre o TCU e as cortes de contas estaduais sobre diversos pontos nas licitações contribuem para tornar ainda menos eficientes as contratações públicas, pois muitos gestores públicos estão simultaneamente submetidos a controle das cortes federal e estadual, como é o caso dos prefeitos que recebem transferências voluntárias de verbas federais.

9 Decisão unânime do CNMP, acompanhando o voto da relatora conselheira Taís Ferraz, proferida na 13a Sessão Ordinária de 2013.

ÔNIBUS ESCOLAR EM FRENTE AO MOTEL?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

ÔNIBUS ESCOLAR EM FRENTE AO MOTEL?

Hoje, tomei conhecimento de forma tardia, de um episódio que deu-se em um motel da cidade de Pau dos Ferros, semana passada. Ainda estamos procurando informações, mas em princípio, comenta-se que há a participação efetiva de um vereador como ator principal do ocorrido. O curioso é que quase nenhum veículo da blogosfera publicou o nome do suposto envolvido.
Caso tenha sido conforme tomamos ciência, não só ocorreu o crime, como além de tudo tem um dito "legítimo representante do povo" sendo acusado.

Estamos tentando levantar informações e ao nos municiar de elementos, traremos o assunto à público.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O MEU TEMPO DE CRIANÇA - MOTE E GLOSAS.

Mote
Eu sinto muita saudade
Do meu tempo de criança.
I
No meu tempo de menino,
Brincava de baladeira,
Corria pela ladeira,
Eu era muito traquino.
Corria atrás de suíno,
Guardo tudo na lembrança,
Mas, "inda" tenho esperança.
Ter de volta a mocidade,
Eu sinto muita saudade
Do meu tempo de criança.
II
Puxar uma roladeira,
Jogar pião numa roda,
A brilhantina era moda,
Não faltava em prateleira,
Não tinha eira nem beira,
Mas, tinha muita lambança
Quando se tinha festança
Na minha linda cidade
Eu sinto muita saudade
Do meu tempo de criança.
III
Correr pra beira do rio,
Buscar água na cacimba,
Mostrar pros outros a "pimba",
Atirar pedra nos "Fio"
Fazer cigarro de "mio",
Comer broa, encher a pança,
Cortar um pau, fazer lança,
Aumentar a minha idade,
Eu sinto muita saudade
Do meu tempo de criança.
IV
Brincar de galinha cheia,
Tomar banho em poço fundo,
A coisa melhor do mundo
Era brechar filha alheia,
Depois escapar da peia
Por puxar a sua trança,
Guardo isso na lembrança
E de mim tenho piedade,
Eu sinto muita saudade
Do meu tempo de criança.
V
Muita coisa não havia,
Porém a mesa era farta,
Me embrenhava era na mata,
Por detrás da padaria,
Era tudo que queria,
Naquela minha andança,
Eu não queria mudança,
E nem tinha falsidade,
Eu sinto muita saudade
Do meu tempo de criança.
VI
Eu brincava de fazenda,
Os meus bois eram de osso,
Um se chamava colosso,
O que puxava a moenda,
O que eu escondia na fenda,
Se chamava liderança,
Nele eu tinha confiança,
Hoje na minha ansiedade,
Eu tenho muita saudade
Do meu tempo de criança.
VII
Brincava muito de médico,
E a "mina" bolinava,
Parece que ela gostava,
Não brigava nem um "tico",
Eu mijava num pinico,
Pois tinha muita pujança,
Eu mantinha a liderança
Com muita sagacidade,
Eu tenho muita saudade
Do meu tempo de criança.
De lata eu fazia um carro,
Puxava pelas "calçada",
E com outros "camarada",
Tudo pra nós era um sarro,
Tinha uns "bezerro" de barro,
E a boiada era "mança",
E "nois" deixou essa herança,
Para a nossa mocidade,
Eu tenho muita saudade
Do meu tempo de criança.
Natal (RN), de 22 de Janeiro de 2.014.
Lindomar Paiva (Zé de Dedeca).

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

UM "CAUSO DE CAZUZA CARDOSO"


Passando a Perna no Cigano
Cazuza tinha um cavalo que na frente da padaria, onde tinha uma areia fina, o animal andava bem, brailhava que era uma beleza. Porém se pegasse um terreno duro não sai do canto, pois tinha os cascos moles. Um dia apareceu um comprador para o cavalo, um senhor de nome Zé Joana, cigano.- Os ciganos têm fama de espertos nos negócios -.Zé Joana quando viu o cavalo de Cazuza, um animal vistoso, interessou-se logo pelo animal e, fez de tudo para conseguir o belo cavalo. Fazendo-se de desinteressado, Cazuza relutou bastante em aceitar a proposta do cigano. Depois de muita relutância por parte de Cazuza, este aceitou o negócio e trocou seu cavalo pelo burro que o cigano vinha montado, por sinal um animal grande e de pelo lustroso, baixeiro que era uma beleza. Na hora da troca, Cazuza, muito esperto, pediu ao velho uma camisa de volta no negócio, alegando que o velho tinha se saído muito bem, o que de imediato foi aceito pelo velho cigano. O velho saiu muito contente no cavalo e dirigiu-se à saída da cidade. Logo próximo, em terras de Roseno de Fontes, havia um terreno pedregoso e, com certeza, ali o cigano iria descobrir que havia comprado gato por lebre. Não deu outra, o animal começou a mancar, a sangrar os cascos e empacou de vez. Como estava próximo da casa da Fazenda, o Cigano para lá se dirigiu e pediu um animal emprestado a Roseno e voltou imediatamente à  Marcelino Vieira. Cazuza, que continuava na calçada da  Bodega, com os amigos que haviam presenciado a troca, avistou o cavaleiro se aproximando e, munindo-se com um ar de inocente, esperou Zé Joana aproximar-se e soltou: "Seu Zé Joana o senhor já veio deixar a minha camisa"? Indignado o cigano respondeu:"Marvado tu ainda vem falar em camisa infeliz, o cavalo só botou ali em Roseno é aleijado, é aleijado."

MARCELINO VIEIRA E A BODEGA DE SEU CAZUZA.

Marcelino Vieira - Rn, está localizada a -06° 17´ 39" de latitude, -38° 10´ 02" de longitude, a uma altitude de 230,6761 m acima do nível do mar, tem uma população de aproximadamente 10.000 mil  habitantes, área de 324,3 Km², fica no oeste do Rio Grande do Norte e foi fundada em 1953. Tem como Padroeiro Santo Antônio de Lisboa, tratado por muitos como Antônio, em demonstração de carinho para com o Santo. Sua festa, maior, acontece em junho, de 03 a 13. Os filhos ausentes "voltam em bando e revoada, como voltam às pombas aos pombais". Cada um querendo mostrar que está melhor que o outro, mas todos com um único objetivo: Ajudar a igreja e ao Povo. Terra aprazível, tanto no tocante ao clima, quanto a sua  gente. Povo hospitaleiro e pacato, bem humorado e inteligente. Tem certas figuras, que em meu entendimento, não deveriam morrer, e sim serem tombadas ao Patrimônio Municipal. Pessoas como os nossos contadores de "causos". Para mim, Marcelino Vieira é especial em todos os sentidos, pois, como dá para perceber, sou vieirense, de corpo e alma. Lá passei minha infância e minha adolescência. Foi lá, nos bancos da bodega, de Vovô Cazuza Cardozo, que comecei a tomar gosto pelos "causos". Era ali, naquele parlatório informal que se tratava do destino político e sócio cultural da cidade. Um dos locais preferidos por todas as pessoas da cidade. Era ali, também, que pessoas como: Cazuza Cardozo, Chico Vaqueiro, Antônio Lopes, Antônio Lopes Filho, Zé Dolina, Neco Nonato, Pai Tonho, Bidu, Jocastro, Hermogénes (Borges) e muitos outros se reuniam para contar e, muitas vezes, criarem seus "causos".

domingo, 12 de janeiro de 2014

QUE PAÍS É ESTE

O Brasil é, segundo os governantes, um País em ascenção, um exemplo a ser seguido por todo os outros Países, vocês concordam com isto? Eu não concordo e vou dizer porque:

1) Um País com um dos piores índices de educação do mundo;
2) Um País sem segurança e com o índice de crimes dos mais altos do mundo;
3) Um País onde a saúde deixa muito a desejar, onde pacientes morrem nas filas dos hospitais e dos centro de saúde.
4) Um País com um dos maiores índices de falta de moradia do mundo;
5) Um País onde as estradas são péssimas e, onde o governo cobra um dos maiores impostos do mundo;
6) Um País onde os corruptos mandam e desmandam e nunca são punidos;
7) Um País que tem dois governos, o oficial e o dos bandidos que comanda o crime de dentro dos presídios;
8) Um País onde se gasta bilhões em estádios e pouquíssimo se investe em saúde. Isso entre outros tantos abusos e absurdos.

Vejamos, agora, o que se passa no País dos SARNEYS.

Às vésperas da virada do ano, o governo do Maranhão anunciou o envio de 60 homens da Polícia Militar e do Batalhão de Choque para atuar na segurança do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, que chocou o país com cenas de barbárie medieval: decapitações, detentos esfolados vivos e cadáveres empilhados após brigas de facções criminosas. A ação da governadora Roseana Sarney (PMDB) tinha um objetivo claro: evitar uma intervenção federal – precisamente, o envio de tropas do Exército – em assuntos internos do Estado. No entanto, logo no segundo dia do ano, Pedrinhas contabilizou mais duas mortes em circunstâncias não menos cruéis: um preso foi estrangulado até morte e outro foi perfurado dezenas de vezes por um "chuço" – objeto pontiagudo fabricado pelos detentos, similar a uma pequena lança. O número de presos assassinados chega a 62 desde janeiro do ano passado.
Roseana tem até esta segunda-feira para responder a um questionamento do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre a crise que não consegue estancar no complexo penitenciário. Cabe a Janot acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) por uma intervenção federal no presídio. Pedrinhas é o maior complexo penitenciário do Maranhão, com capacidade para abrigar 1.700 homens. No entanto, atualmente há 2.200 encarcerados no local.

Não bastasse o caos no interior do presídio, os criminosos encarcerado também tentaram dar demonstração de força contra o governo maranhense. Após revistas nas celas de Pedrinha – foram apreendidas dezenas de celulares e uma pistola – nesta sexta, os detentos ordenaram uma onda de ataques nas ruas de São Luís. Quatro ônibus foram incendiados, uma delegacia foi alvo de tiros e um policial militar foi assassinado. Cinco pessoas sofreram queimaduras, entre elas uma criança de seis anos que está em estado grave. A Secretaria de Segurança Pública confirmou que a ordem para os ataques partiu de dentro de Pedrinhas.
Três pessoas suspeitas de participar do ataque a ônibus na cidade de São Luís foram presas na noite da sexta-feira, informou o Sistema de Segurança do Maranhão na tarde deste sábado. Tanto a Polícia Militar (PM) como a Polícia Civil aumentaram o efetivo na região a fim de controlar a onda de violência.
O cenário de barbárie foi decrito em um relatório produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com base em uma inspeção feita em dezembro. O documento foi enviado ao presidente do CNJ e do Supremo, Joaquim Barbosa, e ao procurador-geral da República. A conclusão do documento é aterradora: uma penitenciária superlotada controlada por facções criminosas e um governo omisso e “incapaz de apurar, com o rigor necessário, todos os desvios por abuso de autoridade, tortura, outras formas de violência e corrupção praticadas por agentes públicos”. O texto é assinado pelo juiz auxiliar da presidência do CNJ, Douglas de Melo Martins.
É aí onde eu me pergunto: QUE PAÍS É ESSE?

Como vamos sediar uma copa se não existe segurança para ninguém. Os comandos criminosos estão ameaçando boicotar a copa. Quem vai impedir?

QUE PAÍS É ESSE?



sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

DO BLOG VERDADE VIEIRENSE - POR LEVINO LACERDA DE LIMA

Com a permissão do blog verdade vieirense e de Levino Lacerda de Lima, ouso transcrever aqui a nota abaixo, dizendo que essa é a mais pura verdade, não somente em nossa querida Marcelino Vieira, mas, em muitos outros municípios deste nosso imenso Brasil. É o toma lá dá cá, o favorecimento em troca de voto, uma sacanagem que se perpetua, principalmente, nas pequenas cidades, onde a Prefeitura ao invés de estimular o crescimento com a criação de empregos de verdade, vicia o cidadão com o pagamento de salários, miseráveis, onde eles,governantes, muita das vezes recebem parte desse salário sem trabalho em troca.Como diria Casoy: ISTO É UMA VERGONHA. Parabéns Levino pela bela postagem. Dedé de Dedeca. quinta-feira, 31 de outubro de 2013 Os otários e os barnabés Por Levino Lacerda de Lima Na minha cidade o problema é que muitas pessoas querem um emprego, e não um trabalho. Cultuou-se em Marcelino o emprego de gabinete. De preferência aquele pelo qual a pessoa recebe e fica em casa somente . São os chamados “gafanhotos”, celebrizado pela política desde os primórdios. Desde a época do meu pai, ouço relatos dos mais velhos dizendo que, no início da criação do município de Marcelino Vieira, no ano de 1953, quando foi desmembrado do município de Pau dos Ferros, era difícil encontrar interessados quem quisesse ocupar um cargo público. Laçavam-se pessoas na calçada para oferecer emprego. O serviço público, naquela época, era sem prestígio, pois era considerado um ofício para gente que não tinha o que fazer. Os anos foram avançando, o Estado crescendo e o serviço público tornou-se a principal fonte de renda em Marcelino Vieira. Na década de 80 os servidores ainda eram “pegos a laço”, mas desta vez com critérios partidários. O funcionalismo deixou de ser um ofício desprestigiado para se tornar a principal “mercadoria eleitoral”, pois os políticos que foram chegando viram nos barnabés a possibilidade de pôr um cabresto político em todos, diante da economia do contracheque oficializada. Por alguns anos, os políticos andavam na periferia distribuindo cargos públicos em troca de votos das famílias. Bastava acertar os votos com a família que uma vaga no governo, na prefeitura ou no gabinete de algum parlamentar estava garantida. E não precisava trabalhar. Apenas receber. Anos se passaram e os gabinetes políticos tornaram-se locais disputados por gente querendo uma boquinha no governo em meio aos pedidos de botija de gás, dinheiro para pagar conta de água, vale transporte, passagens áreas e cirurgias de laqueadura ou uma dentadura. O bolso do prefeito nos eventos saía cheio de bilhetinhos com os pedidos dos eleitores. O funcionalismo público então tornou-se uma fábrica de votos, mas os políticos deram um jeito de ganhar dinheiro com isso. Então, criaram os “gafanhotos”, aqueles que desta vez emprestariam o nome para que fossem contratados, mas receberiam apenas uma pequena parte do gordo cargo comissionado, e devolveriam a maior parcela para o político. O final da história todos sabem. Mas os executores da “gafanhotagem” permanecem até hoje executando os mesmos esquemas. Afinal, a sociedade apóia e deseja que a “gafanhotagem” prossiga, pois enquanto tiver o político assistencialista e o governo paizão, ninguém quer trabalhar. Trabalhar tornou-se coisa para o otário. O esperto recebe sem trabalhar. Esta é a mentalidade que está consolidada no inconsciente coletivo vieirense. A pessoa já sai da faculdade querendo ser “gafanhoto”. E sobra trabalho para os “otários”...

MORRE JOSÉ UBIRAJARA DE MORAES

A Diretoria do Centro Pauferrense, em Natal (RN), vem, mais uma vez, consternado, levar ao conhecimento de seus Associados e, de uma maneira geral, ao conhecimento de todos os Pauferrenses e, ao povo em geral, o FALECIMENTO DE DR. JOSÉ UBIRAJARA DE MORAIS, ocorrido hoje, por volta do meio dia, na Casa de Saúde São Camilo de Lélis, nesta Capital. O falecido conhecido, carinhosamente, por Dr. Bira, foi Dentista, Advogado, Professor e Diretor do Colégio 4 de Setembro, em Pau dos Ferros (RN), onde, também, foi Vice-Prefeito, tendo prestado relevantes serviços ao município e à cominidade, em diversas áreas. Deixou viúva a Sra. Maria Cristina Diógenes de Morais e os filhos Cadidja e Rousseau, a quem apresentamos nossas condolências e votos de Consolação e Paz.C O ENTERRO ACONTECERÁ AMANHÃ, ENTRE 9 E 10 HORAS NA CIDADE DE PAU DOS FERROS (RN). NOTA - FOTO COPIADA DE FOLHA REGIONAL.

MORRE PÁROCO ÉMERITO DE SANTANO DO MATOS

Morre pároco emérito de Santana do Matos Publicação: 10 de Janeiro de 2014 às 08:49 Enviar por email Imprimir Aumentar Fonte Diminuir Fonte Faleceu, no final da tarde de ontem (9), em Santana do Matos, o Monsenhor José Edson Monteiro, aos 86 anos de idade, vítima de insuficiência respiratória. O corpo está sendo velado na Igreja Matriz de Santana do Matos, onde, às 16 horas desta sexta-feira (10), vai haver missa, presidida pelo arcebispo, Dom Jaime Vieira Rocha. Após a missa, o corpo será sepultado no interior da Igreja. DivulgaçãoMonsenhor José Edson Monteiro chegou a ser prefeito de Santana do MatosMonsenhor José Edson Monteiro chegou a ser prefeito de Santana do Matos Natural de Angicos, Monsenhor Monteiro nasceu em 28 de setembro de 1927. Foi ordenado sacerdote em 30 de novembro de 1952. Em 1953, assumiu a Paróquia de Santana, em Santana do Matos, função que desempenhou por 55 anos. Mesmo depois de emérito, continuou residindo em Santana do Matos. Ele também foi prefeito do município de Santana do Matos por duas gestões: de 1968 a 1972 e de 1977 a 1982. Copiado de Tribuna do Norte. Nota do Blogueiro Tive o prazer do conhecer Padre Monteiro quando, juntamente com Eurilo (Gerente do BB em Campo Grande, na época)fomos providenciar as instalações do BB naquela cidade e fomos recebidos por Padre Monteiro, que era o Prefeito.

ENTERRO DO EX-SENADOR JOÃO FAUSTINO FERREIRA NETO

Pedro Andrade e Vinícius Menna repórteres O ex-senador e ex-deputado federal João Faustino Ferreira Neto, morreu ontem de madrugada em decorrência de complicações cardíacas, no Hospital do Coração, em Natal, onde estava internado para tratar uma suposta pneumonia. Diagnosticado há cerca de 15 dias com leucemia mieloblástica aguda, o ex-professor e ex-secretário de Educação dos governos Municipal e Estadual morreu à 1h10 dessa quinta-feira, aos 71 anos. O velório e o sepultamento ocorreram no cemitério Morada da Paz, no bairro Emaús, em Parnamrim. Joana LimaArcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha celebrou a missa de corpo presente no Cemitério Morada da Paz e destacou atuação de João FaustinoArcebispo metropolitano, Dom Jaime Vieira Rocha celebrou a missa de corpo presente no Cemitério Morada da Paz e destacou atuação de João Faustino Segundo o filho Edson Faustino, já sentindo-se cansado a ponto de não poder mais andar, o ex-senador acabou sendo internado no último dia 6. A morte de João Faustino repercutiu no meio político potiguar e nacional, que relembrou seu histórico de atuação e participação política. Nascido em Recife no dia 16 de julho de 1942, o ex-deputado federal viveu dramas como o assassinato de seu pai aos nove anos, já morando em Natal. A participação política teve início no movimento estudantil na União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Norte (UEERN), até fundar o PSDB no RN e ocupar cargos no governo federal e do Estado de São Paulo. Mas, antes disso, Faustino se graduou em Pedagogia e Matemática, tornando-se professor universitário. Foi o primeiro diretor da Escola Técnica Federal do RN (ETFRN), antes chamada de Escola Industrial e atual Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). No início da década de 1970 deixou a sala de aula para começar sua carreira política. saiba mais Familiares e amigos prestam homenagens Em 1971 assumiu o cargo de secretário municipal de Educação, onde permaneceu até 1972. Três anos depois tornou-se secretário estadual da mesma pasta, permanecendo até 1979. Com passagens pelos partidos PDS e PFL, atualmente era filiado ao PSDB. Eleito pela primeira vez deputado federal em 1978, pelo antigo partido Arena, conseguiu a reeleição em 1982 e novamente em 1990. Candidaturas Em 1986 foi candidato a governador do Rio Grande do Norte, apoiado por José Agripino Maia e Lavosier Maia, mas foi derrotado pelo candidato do PMDB, o ex-senador e ex-governador Geraldo Melo. Apesar da perda, foi nesse ano que João Faustino adotou a denominação que o acompanhou até a morte: “João do Coração”. “Nós fomos protagonistas de uma campanha memorável. Éramos candidatos amigos, que se respeitavam e foi graças a isso, depois de passado o meu governo, que nós tivemos toda a naturalidade, não só para cultivar a amizade antiga, mas para nos abrigarmos no mesmo partido. Eu fui para o PSDB e no PSDB fiquei ao lado dele, eu como presidente do partido e ele como presidente de honra”, contou Geraldo Melo. Durante sua carreira política, João Faustino tentou ainda o cargo de prefeito de Natal, tendo concorrido em 1996 com Hermano Morais como vice-prefeito. Foi derrotado e as candidatas Fátima Bezerra e Wilma de Faria disputaram o segundo turno. Já em 2002 foi eleito como 1º suplente do senador Garibaldi Alves Filho, vindo a exercer o cargo duas vezes durante os dois mandatos. Da última vez, foi senador durante o mês de janeiro de 2011, quando Garibaldi deixou o posto para tornar-se ministro da Previdência. Quando morreu, ocupava o cargo de 1º suplente do senador José Agripino Maia, eleito em 2010. Ainda na política, João Faustino participou da fundação do partido o qual pertencia ultimamente junto a Roberto Furtado e Odilon Coutinho. O ex-senador teve cargos importantes, tanto no Governo do Estado de São Paulo durante gestão do ex-ministro José Serra, quanto durante o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso na presidência da República. João Faustino Ferreira Neto foi casado com Sônia Fernandes, que deixou viúva junto aos filhos Edson, Lissa e Fafá. Nos estudos, além das graduações de Matemática e Pedagogia, feitas antes de iniciar a carreira de professor e de político; além das pós-graduações na Fundação Getúlio Vargas e na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos; João Faustino cursou Direito na Universidade Potiguar (UnP), cuja graduação receberia na próxima semana. Em novembro de 2012, lançou o livro “Eu perdoo”, onde fez uma trajetória de sua vida pessoal e pública.