quarta-feira, 25 de novembro de 2015

ASSADEIRA DE CASTANHAS

Esta, muita gente usou,
E às vezes se queimava,
Era quente pra valer,
Quando a castanha assava,
O bom era aproveitar,
O fruto quando torrava.

Umas torravam demais,
Se a gente se descuidava
Não dava nem pra quebrar
E a gente se aperreava,
Aquelas não se vendiam
Já que ninguém as “comprava”.



Natal (RN), 23 de Novembro de 2015.

Dedé de Dedeca.

BANCO DE MADEIRA

BANCO DE MADEIRA.

Este aí, conheço bem,
Vovô tinha na calçada,
Onde o povo se sentava,
Na padaria amada,
Ali era o parlamento
Da terrinha abençoada.
               II
Cazuza[1], ali era o Rei,
Como dono da Bodega
E no canto do balcão
Conservava sua adega
De cachaça e de conhaque,
Pra deleite dos “colega”.

Natal (RN), 23 de novembro de 2015.

Dedé de Dedeca.


[1] Apelido de José Eloi de Paiva, meu avó paterno.

Brincadeira de Passar Anel



Mote
Brinquei de passar anel
No patamar da Igreja,

Glosa
Toda noite ia brincar
De passar laço de fita
Muita menina bonita
Para a gente paquerar.
Ninguém podia faltar,
Àquilo que se almeja
Pra disputar a peleja,
Dei uma de menestrel
Brinquei de passar anel
No patamar da Igreja,

Natal (RN), 25 de novembro de 2015.
Dedé de Dedeca.
COMO VIRAR PRESIDENTE.

Para virar presidente,
Não carece muito não,
Basta cortar um dedo,
O menorzinho da mão,
Meter o pau a mentir,
E enganar o povão.

Procurar um sindicato,
O cadastro preencher,
Meter o pau a roubar,
Na política se meter,
Prometer o mundo e o fundo
E no fim nada fazer.

Depois de ganha a eleição
À custa de ladroeira
Convidar outros comparsas,
Preparar a ratoeira,
E depois de tudo pronto
É forrar a algibeira.

Para calar a nação
De muitos abestalhados
Aproveitar os projetos
Por outros bem detalhados,
Os que eles condenava.
Agora são melhorados.

Enganar a todo mundo,
Se passando por bonzão,
Fazer pacs no papel
E enganar a Nação,
Criar uma substituta,
Pra nós fazer de bundão.

Foi isso o que aconteceu
Com o barbudo descarado
Que foi o artífice de tudo
Mas, nada ficou provado
E continua aprontando,
Para um,povo acovardado.

Se Deus não nos acudir
O Brasil vai acabar,
Liso, sem credito lá fora,
vendo o mal se alastrar
A Justiça apoiando
E a bandidagem a mandar.

Aqui eu vou terminar,
Vou encostar a chuteira
Estou perdendo meu tempo
Em retrucar baboseira
Vendo meu povo na rua
Perdendo pra ladroeira,

Pois quem manda é a Justiça,
Que do palácio tem medo,
Acobertando os ladrões
Jogando bons no degredo,
Na certa esperando a volta
Do ladrão-mor nove dedos.

Natal (RN), 31 se outubro de 2015.

Dedé de Dedeca
MOTE

Eu querendo, também faço,
Igualzinho a Zé Limeira.

GLOSA

Eu já trabalhei do banco
Do Brasil dentro da China,
Que atendia a Palestina
E só vendia tamanco.
O velho Carter era manco,
Nixon fazia besteira,
Reagan abria a porteira
Atirando o seu laço,
Eu querendo, também faço,
Igualzinho a Zé Limeira.

Dedé de Dedeca.