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Cazuza tinha um cavalo que na frente da padaria, onde tinha uma areia fina, o animal andava bem, brailhava que era uma beleza. Porém se pegasse um terreno duro não sai do canto, pois tinha os cascos moles. Um dia apareceu um comprador para o cavalo, um senhor de nome Zé Joana, cigano.- Os ciganos têm fama de espertos nos negócios -.Zé Joana quando viu o cavalo de Cazuza, um animal vistoso, interessou-se logo pelo animal e, fez de tudo para conseguir o belo cavalo. Fazendo-se de desinteressado, Cazuza relutou bastante em aceitar a proposta do cigano. Depois de muita relutância por parte de Cazuza, este aceitou o negócio e trocou seu cavalo pelo burro que o cigano vinha montado, por sinal um animal grande e de pelo lustroso, baixeiro que era uma beleza. Na hora da troca, Cazuza, muito esperto, pediu ao velho uma camisa de volta no negócio, alegando que o velho tinha se saído muito bem, o que de imediato foi aceito pelo velho cigano. O velho saiu muito contente no cavalo e dirigiu-se à saída da cidade. Logo próximo, em terras de Roseno de Fontes, havia um terreno pedregoso e, com certeza, ali o cigano iria descobrir que havia comprado gato por lebre. Não deu outra, o animal começou a mancar, a sangrar os cascos e empacou de vez. Como estava próximo da casa da Fazenda, o Cigano para lá se dirigiu e pediu um animal emprestado a Roseno e voltou imediatamente à Marcelino Vieira. Cazuza, que continuava na calçada da Bodega, com os amigos que haviam presenciado a troca, avistou o cavaleiro se aproximando e, munindo-se com um ar de inocente, esperou Zé Joana aproximar-se e soltou: "Seu Zé Joana o senhor já veio deixar a minha camisa"? Indignado o cigano respondeu:"Marvado tu ainda vem falar em camisa infeliz, o cavalo só botou ali em Roseno é aleijado, é aleijado."
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