quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

COPIOU DO BRASIL , OU O BRASIL QUER COPIAR DE UGANDA?

Presidente de Uganda promulga lei antigay, ignorando pressão internacional

CAMPALA — O presidente de Uganda, Yoweri Museveni, promulgou nesta segunda-feira uma polêmica lei que transforma a homossexualidade em crime que pode ser punido com prisão perpétua, ignorando críticas internacionais. O Parlamento aprovou em 20 de dezembro de 2013, por ampla maioria, uma lei que aumenta consideravelmente a repressão contra os homossexuais e que prevê a prisão perpétua para reincidentes, considerados culpados de “homossexualidade agravada”. Os trechos mais polêmicos da lei, que previam a pena de morte em caso de reincidência, relações com menores ou para as pessoas com Aids, não foram contemplados no texto. Para os Estados Unidos, a assinatura da lei marca “um dia triste” para a Uganda e o mundo.
— O presidente Museveni assinou finalmente a lei antigay — afirmou Tamale Mirundi, porta-voz da presidência, em Entebbe. — Uganda é um país soberano e suas decisões devem ser respeitadas.
Os defensores dos direitos humanos e os governos ocidentais, em especial os Estados Unidos, criticaram duramente a lei. O presidente americano Barack Obama chamou o então projeto encaminhado ao Parlamento de “passo atrás”, afirmando que sua aprovação “complicaria” a relação entre Uganda e Washington. O prêmio Nobel da Paz sul-africano Desmond Tutu pediu no domingo a Museveni que não promulgasse a medida, por considerar que “legislar contra o amor entre adultos recorda o nazismo e o apartheid”.
“Ninguém deve ser discriminado nem castigado pelo que é ou por quem ama”, disse nesta segunda-feira a assessora de segurança nacional do presidente Obama, Susan Rice, pelo Twitter. “Dia triste para Uganda e para o mundo”, acrescentou, em uma primeira reação à assinatura da lei por parte de Museveni.
Proposta ao Parlamento em 2009, a legislação foi aprovada em dezembro do ano passado. O projeto inicialmente previa pena de morte para alguns atos homossexuais no conservador país africano. Uma emenda posterior tirou a possibilidade de pena de morte, mas incluiu a prisão para os condenados, incluindo prisão perpétua para o que foi chamado de homossexualidade agravada. A homossexualidade já é proibida em Uganda, mas a nova lei endurece as penas e criminaliza a defesa pública das relações entre pessoas do mesmo sexo, inclusive os debates dos grupos de ativistas.
No poder desde 1986, o presidente de Uganda, indicou em um primeiro momento que não promulgaria a lei, mas finalmente mudou de opinião depois de consultar um grupo de cientistas que, segundo ele, explicaram que a homossexualidade “não era uma conduta genética”. As influentes igrejas evangélicas estimulam a homofobia em Uganda, onde os ataques contra os homossexuais são frequentes.

QUEM PODE SE APOSENTAR POR INVALIDEZ.

Aposentadoria por invalidez

aposentadoria por invalidez andre mansur Aposentadoria Por Invalidez

Quem pode se aposentar por invalidez?

A aposentadoria por invalidez é destinada aos trabalhadores que forem acometidos por uma série de doenças especificadas em Lei. Mas qualquer doença em tese pode resultar na aposentadoria por invalidez, dependendo do estado do paciente e de acordo com junta médica oficial, desde que cumpra a carência de 12 meses de contribuição mensal. A licença remunerada para tratamento de saúde terá prazo máximo de 24 meses. Se após esse período o trabalhador não estiver apto para reassumir suas funções ou ser readaptado, ele será aposentado.

Quais são as doenças que dispensam a carência para concessão da aposentadoria por invalidez?

Se após o período máximo de 24 meses para tratamento de saúde o trabalhador não estiver apto para reassumir suas funções ou ser readaptado, ele será aposentado. No entanto existe uma lista de doenças elaborada pelo INSS que independe de carência para a concessão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez, quais sejam: tuberculosa ativa tuberculose ativa; hanseníase; alienação mental; neoplasia maligna; cegueira; paralisia irreversível e incapacitante; cardiopatia grave; doença de Parkinson; espondiloartrose anquilosante; nefropatia grave; estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante); síndrome da deficiência imunológica adquirida - Aids; e contaminação por radiação, com base em conclusão da medicina especializada.

Recuperação do empregado

O segurado que recuperar a sua capacidade de trabalhar terá o seu benefício cancelado e garantida a função profissional que ocupava durante o tempo da aposentadoria. Se o empregador rescindir o contrato de trabalho, o trabalhador deverá ser indenizado. Em caso de vaga temporária, havendo um substituto, a rescisão poderá ocorrer sem indenização. Se o trabalhador retornar voluntariamente às suas atividades, o benefício será imediatamente cancelado.
A Lei nº 8.213 regulamenta, no art. 47, os casos em que o cidadão recupera a sua capacidade para o trabalho.
Quando a recuperação acontece dentro de 5 anos, ocorrerá o seguinte:
  • O benefício será cancelado assim que o empregado retornar às suas funções na empresa, mediante certificado de capacidade fornecido pela Previdência Social;
  • ou após a mesma quantidade de meses dos anos de duração da aposentadoria por invalidez (o mesmo acontece com o auxílio-doença) para os demais segurados.

Recuperação parcial

Caso haja recuperação parcial, recuperação que demore mais que 5 anos, ou quando o trabalhador necessitar ocupar outra função diferente daquela que exercia, a aposentadoria será mantida sem impedir ou interferir na volta à atividade profissional, da seguinte forma:
  • em seu valor integral durante 6 meses contados a partir da constatação da recuperação da capacidade;
  • com redução de 50% nos outros 6 meses;
  • com redução de 75% nos demais 6 meses e, terminado esse período, o cancelamento definitivo do benefício.
Escrito por Alana Romano

SEXO COM MENORES NA CASA PAROQUIAL NA PARAÍBA

Padre fazia sexo com menores em casa paroquial regado à bebida alcoólica na Paraíba, diz promotor


Igreja de Jacaraú
O Ministério Público da Paraíba (MPPB), através da Promotoria de Jacaraú, vai interrogar nesta quarta-feira (26), adolescentes que tiveram relações sexuais com o padre Adriano José, pároco de Jacaraú, no Litoral Norte do Estado. De acordo com o promotor Marinho Mendes, as orgias sexuais, que ocorriam dentro da casa paroquial e motéis, eram regadas à bebidas alcoólicas. A Arquidiocese da Paraíba confirmou que ele está suspenso de ordem, ou seja, impedido de realizar missas. O padre Jaildo Souto também teve às ordens suspensas suspeito de abuso sexual.
O promotor revelou que as investigações contra o padre Adriano José iniciaram em novembro de 2013, quando furtos foram registrados na casa do sacerdote. “Os menores suspeitos pelos crimes foram interrogados e daí eles revelaram que não roubaram, mas que receberam do padre após relações sexuais com ele”, disse Marinho Mendes.
Após depoimentos, o Ministério Público da Paraíba e a Polícia Civil abriram investigações e já confirmaram o envolvimento do padre Adriano José com 10 adolescentes. “Os rapazes entre 12 e 17 anos, disseram que recebiam entre R$ 50 e R$ 200 para se relacionar com o padre. Eles ainda disseram como ocorriam os encontros sexuais e as farras tanto na casa paroquial como em motéis da região. Os menores confirmaram que recebiam também presentes e sempre viajavam com o sacerdote”, comentou o promotor de Justiça.
O MP ainda disse que um material publicitário começou a circular na cidade denunciando o envolvimento do padre com rapazes menores de idade. O escândalo tomou proporção e o padre foi afastado das funções de sacerdote.
A Arquidiocese da Paraíba confirmou que o padre Jaildo Souto também foi afastado das funções eclesiástica suspeito de manter relações com um menor. Antes a entidade religiosa afirmada que o desligado do sacerdote era por motivo de saúde. Ele está suspenso de realizar missas e fazer batismo.
Padre Jaildo é investigado por abuso sexual na cidade de Pitimbú, Litoral Sul do estado. A Polícia Civil investiga o envolvimento dele com um rapaz, que hoje tem 21 anos, mas na época dos encontros sexuais o jovem tinha 15 anos.
Copiado do Blog do DANÚBIO.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

NOTA DE FALECIMENTO DE GODESCARDO DE FREITAS-"SEU GODÉ".

Faleceu, na noite de 19/02/2014, o Pauferrense Godescardo de Freitas Nobre (“GODÉ”), por volta das 23h e 20min, no Hospital de Oncologia e Hematologia de Mossoró, o senhor Godescardo de Freitas Nobre, 83 anos.

Seu ‘GODÉ’, como era popularmente conhecido, estava há alguns dias internado por ter sido acometido por uma infecção pulmonar. Apesar do tratamento de excelência, seu quadro clínico se agravou e os rins também ficaram comprometidos.

Godescardo de Freitas deixa viúva a senhora Raimunda Cavalcante (‘dona Mundica), de cujo enlace matrimonial descederam quatro filhos: Emília de Freitas, Antônio de Freitas Neto (‘Branco’), Godescardo Júnior e Carlos Eduardo (‘Kaká’).
O corpo foi  velado na sua residência, localizada na Avenida Independência, 1372, de onde saiu para sepultamento, no Cemitério Público ‘Parque da Saudade’.

Texto Copiado do Blog os "CAPOTES".

NOTA DO CENTRO PAUFERRENSE.

O CENTROPAUFERRENSE, em Natal (RN), irmanado com o LUTO da Família FREITAS NOBRE, em especial com os familiares do Sr. GODESCARDO DE FREITAS NOBRE (GODÉ), vem através de sua DIRETORIA e de seus Associados, externar seus sentimentos de LUTO e pesar à Família enlutada, pedindo ao Grande Arquiteto do Universo que conceda a GODÉ um lugar entre os seus eleitos e, dê à Família consolação, saúde e paz nesta hora de aflição e provação.

Nota do Diretor de Comunicão:

Lembro muito de "Seu GODÉ", em especial de um fato que aconteceu no Carnaval de 1968, quando o Bloco Carnavalesco "OS INOCENTES", teve como Balizas as, na época, Senhoritas: Maria de Paulo Marcelino, Perpétua de Manoel Reginaldomanzotti e Norma (uma Cearense). Na hora da apresentação do Bloco no CCP (Clube Centenário Pauferrense), quando GODÉ viu Norma, talvés, já com "umas" na cabeça, gritou em alto e bom som: "TROUXERAM NOSSA SENHORA", tirando gargalhada a dos que estavam ao seu lado.  Lindomar Paiva.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

LICURGO QUARTO - PAU DOS FERROS DO MEU TEMPO.



PAU DOS FERROS DO MEU TEMPO!
Por Licurgo Nunes Quarto

Revendo a minha Pau dos Ferros, nesses dias, bateu um sentimento saudosista ao ver uma cidade transformada, modernizada, com um comércio muito bom, com lojas as mais variadas e com layout bem projetados; com excelentes restaurantes, pizzarias, sushis, drinks-bar, lojas de conveniência, áreas públicas de lazer, edifícios, condomínios residenciais fechados, ruas asfaltadas, bons hotéis, etc.
Pau dos Ferros onde eu vivi era a Pau dos Ferros da Praça da Matriz, onde nasci e morei até aos 12 anos. Rua de chão batido, sem qualquer pavimentação, onde a criançada se divertia, em dia de chuva, fazendo açudes e barragens. Era essa a Pau dos Ferros que deixei quando fui estudar, em regime de internato, no Colégio Diocesano Santa Luzia de Mossoró, uma vez que, à época, a nossa Cidade não oferecia, ainda, o curso ginasial, e, no ano seguinte, 1962, vim morar em Natal, acompanhando os meus pais que passaram a residir nessa Cidade.
Pau dos Ferros que eu vivenciei era a Pau dos Ferros das bodegas de José Lopes, Danaciano Cavalcante, Cícero Almino. Das lojas de tecido de Elpídio Chaves e Afonso Silva; da sapataria de Antonio Alexandre; dos restaurantes de Bafute e de Cosma de João Borges; dos armazéns de Walter Correia ( único a vender, na época de São João, os famosos fogos caramuru), e de Luiz Gonzaga que comercializava alguns produtos mais refinados, como azeitonas, passas e biscoitos sortidos adquiridos na Cidade paraibana de Campina Grande.
Pau dos Ferros que eu habitei era a Pau dos Ferros das pensões de José Simão, João Borges e Alexandre Aquino;
Era a Pau dos Ferros de Formiga Preta, Faísca, Chico chauffeur, (que mesmo sóbrio parecia ébrio), Anatilde ("pei pou, mulher do Judas, mulher do Padre"), Zé Alinhado (fazendo medo à meninada, declamando rimas “sem nexos nem plexos”, e cantando: "em tuuudo, na prôa, Dr. Licurgo é gente boa"), Chico Doido (no seu incansável balançar – agitar – de braços, estalando os dedos indicadores aos polegares), Bafute, Alberto Torreão, Regina Jerônimo, Lilia, Santa, Diazete, Mainha, Alda, Odete e Noburga. Cora, Pipiu Diógenes, José Guedes do Rego, Cazuzinha de Tia Mina, João Escolástico Bezerra, Chico Rego, Rozendo de Chico de Antístenes, Antenor do Sax, Manoel Tele, Manoel Rosa, Pedro Garrote, Zé do Calhambeque.
Pau dos Ferros de casa cheia em dia de eleição, com Dona Cristina - a minha mãe - alimentando centenas de eleitores, e tendo que subir à carroceria de um caminhão para mostrar a alguma correligionária como era fácil chegar àquele objetivo, dada à resistência de uma ou outra em voltar para o sítio naquele meio de transporte;
Pau dos Ferros de antigamente era a Pau dos Ferros do zoológico da casa do Padre Caminha que, quando ainda não se falava nem se apregoava o respeito à ecologia, bem como o bom trato aos animais, o referido Vigário, pioneiramente, já o fazia, amparando animais e pássaros, domésticos ou silvestres, mutilados ou abandonados, passava a criá-los em seu quintal, quando chegou a formar um mini-zoológico – atração da meninada da Cidade.
A Pau dos Ferros da tradicional "bateria de fogos de artifícios" do dia 08 de dezembro - dia da Excelsa Padroeira Nossa Senhora da Conceição - com Olavo Diógenes e mais alguns outros que, a título de pagar promessa à bendita Santa, acompanhavam o desenvolver - o espocar - da citada bateria, lado a lado, bem de perto e correndo o risco de sofrerem acidentes por queimaduras. Era um espetáculo com um misto de pirotecnia, poluição ambiental produzida pela fumaça resultante da queima dos explosivos, e poluição sonora, pois as bombas que equipavam referida bateria emitiam sons em grandes decibéis.
Pau dos Ferros do Padre Caminha ligando o serviço de som da Igreja - “A Voz do Campanário” - (que consistia de duas “bocas” de som - alto falantes - bem potentes, postados no topo da torre da Igreja Matriz), a qualquer hora do dia ou da noite, madrugada que fosse, para anunciar, à cidade e ao seu povo, a morte de algum concidadão, quando, invariavelmente colocava para tocar a “Marcha Fúnebre” de Chopin – a mais fúnebre de todas as músicas fúnebres existentes. Era um momento lúgubre que ficou guardado na memória de todos os pauferrenses que conviveram àquela época. E isto sem se falar no pavor e na apreensão (expectativa para se saber quem havia morrido) que se instalavam, em todos, quando começavam a ouvir os primeiros acordes da referida música.
Pau dos Ferros dos primeiros “Jepps Willys de Praça” – o que hoje se convencionou chamar de “taxi” - de Daniel, Luizão, Pedro Damião;
Pau dos Ferros do Clube Centenário CCP – com seus famosos bailes e onde, em todas as festas - e era quase sempre sistemático - a orquestra ter que parar de tocar as músicas do repertório previamente elaborado e ensaiado para executar um xote (dança de salão, de origem alemã com passos semelhantes aos da polca, difundida na Europa e no Brasil, onde é executada nos bailes ao som de sanfona) para que Antonio Holanda dançasse a referida música, com todos os seus passos, evoluções e coreografias, e que geralmente tinha como cavalheira a sua nora Zuleide Lopes de Holanda que, com ele, davam um verdadeiro show de dança.
Pau dos Ferros do Grupo Escolar Joaquim Correia, famoso e tradicional, de secular existência, e por onde passaram varias gerações de conterrâneos que se destacam no cenário nacional, e onde pontuaram as Professoras Alzira Diógenes (minha avó), Nila Rego, Juliana, Nair Sales, Maria Ayres, Maria do Carmo e tantas outras;
Pau dos Ferros do “misto” de Tôzinho, fazendo a “linha” diária para Mossoró e vice-versa, numa BR 405 ainda pavimentada com barro, e que, para transpor um percurso de pouco menos de 180 km, demorava-se mais de seis horas; e do ônibus de Adácio Amorim transportando os conterrâneos a Natal;
Pau dos Ferros dos Doutores José Fernandes de Melo e Cleodon Carlos de Andrade, onde ambos, pioneiramente, numa mistura de ciência, arte, dedicação e sacerdócio, faziam uma medicina básica, exercendo a nobre missão de curar os conterrâneos enfermos; do Dr. Pedro Diógenes Fernandes, primeiro filho da terra com diploma de nível superior em Odontologia, e do Enfermeiro Caetano que, na falta de um hospital ou mesmo um centro de saúde, fazia, em seu pequeno e espartano ambulatório, um atendimento emergencial preliminar.
Pau dos Ferros do Capitão Epitácio Maciel, Oficial comandante local da policia militar, que, de tão manso e ordeiro, era querido por todos, além de produtor de leite em uma vacaria que mantinha no quintal de sua casa.
Pau dos Ferros do “Cine São João”, de propriedade do empresário/construtor José Florêncio, onde a sessão cinematográfica só se iniciava quando chegassem, para assisti-la, alguns freqüentadores contumazes, como Paulo Marcelino,Manoel Tele e outros;
Pau dos Ferros do Fotógrafo Fausto Fernandes que, mesmo sem os recursos hodiernos do photoshop, mas com um Studio fotográfico bem aparelhado e moderno - para a época - tornava as pessoas e as imagens com melhores aparências, e que foi responsável por deixar preservado, para a posteridade, imagens de acontecimentos históricos e sociais importantes;
Pau dos Ferros do “açude 25 de março”, que, sozinho, dava conta da tarefa de suprir a cidade de uma água de excelente qualidade, bem como tornava férteis as terras - tanto a montante como à jusante de sua parede – com condições de produzir hortaliças e frutas, e que se prestava como área de lazer da população, principalmente quando estava sangrando, uma vez que a população toda acorria para presenciar o espetáculo. As carroças, de tração animal e equipadas com pipas ou tambores, bem como os jumentos com as suas ancoretas encarregavam-se de abastecer as casas com a água colhida no citado açude. E o Rubens, morador da Fazenda Melancia, do meu avô Lafayete Diógenes Maia, era o responsável pelo abastecimento das casas da nossa família.
Pau dos Ferros das farmácias pioneiras (ainda escritas ainda com um PH) de Zequinha e Manoel Deodato. Ambos os estabelecimentos serviam, também, como pontos de encontros das pessoas influentes da cidade, onde se discutiam fatos e acontecimentos político-sociais da cidade, da região, do Estado e do mundo.
Pau dos Ferros do posto de gasolina de Antonio Izídio, com as bombas movidas a manivelas, e cujo produto, adquirido em Fortaleza, era transportado, por caminhão e acondicionado em tambores cilíndricos de mil litros.
Pau dos Ferros do “Pavilhão da Praça da Matriz”, que proporcionou tantos encontros – e desencontros – de casais enamorados, e por onde as moçoilas sonhadoras desfilavam à procura do seu príncipe encantado;
Pau dos Ferros de Maria das Graças Queiroz, a moça mais bonita e rica da cidade, dirigindo, ainda adolescente, o seu Jeep Willys, novinho, dado por seu pai o Construtor José Florêncio de Queiroz, quando do seu aniversário de quinze anos, e se tornando a primeira mulher a conduzir um automóvel na cidade, causando, consequentemente, grande admiração e espanto.
Pau dos Ferros do Obelisco, monumento comemorativo do centenário do Município e do bicentenário da Paróquia;
Pau dos Ferros do primeiro campo de aviação – aeroporto - da região do alto oeste que, quando o pousar de um avião, mesmo que de pequeno porte – como eram todos que ali aterrissavam - causava grande alvoroço na cidade, e para aonde acorriam todos para apreciar a aeronave;
Pau dos Ferros iluminada por um motor/gerador movido a óleo diesel que, com hora marcada para apagar, avisava aos habitantes – por meio de rápidos cortes de energia, a que se convencionava chamar de sinal – de que estava chegando a hora do blecaute. Dez minutos após o terceiro sinal era desligado o citado gerador, e a cidade passava a ficar no escuro.
Pau dos Ferros dos pirulitos feitos por Cosma de João Borges;
Pau dos Ferros das padarias de Pedro Garrote, Tinô e Dedeca que fabricavam um “pão d’água” e um pão doce de sabores inigualáveis;
Pau dos Ferros de tantos outros pontos, fatos pitorescos e figuras folclóricas; algumas prosaicas, mas todas figuras humanas e gente de bem que habitam a minha mente, com lembranças de uma cidade que, à época, ainda pequena, era sinônimo de irmandade, de família, de fraternidade, de honestidade; sem violência.
Não foi essa a Pau dos Ferros que eu revi. Revi, sim, uma Cidade moderna, desenvolvida, e que enche os olhos de quem a visita.